A OpenAI qualificou o incidente como “sem precedentes” e afirmou que dois de seus modelos escaparam de um ambiente de testes isolado durante uma avaliação interna, acessaram a internet e comprometeram a infraestrutura da Hugging Face.
Segundo a Nvidia, a Hugging Face tentou primeiro investigar e deter o ataque através dos principais modelos comerciais de IA dos Estados Unidos, mas seus sistemas de proteção integrados bloquearam a operação.
Ao contrário, a empresa recorreu ao GLM 5.2, um modelo aberto da empresa chinesa Zhipu AI (também conhecida como Z.ai), para conter a invasão.
O fato de um modelo chinês conseguir conter o ataque onde os americanos falharam aprofundou o debate no Vale do Silício e em Washington, onde os legisladores avaliam impor limites ao uso de sistemas de IA chineses em meio à rivalidade tecnológica crescente com Pequim.
O Vale do Silício se opõe amplamente a qualquer tipo de restrição, e muitas figuras de destaque do setor consideram que os limites da IA de código aberto constituem uma tentativa de proteger de forma injusta a OpenAI e a Anthropic, as gigantes que comercializam os modelos mais potentes do mundo.
A Anthropic, criadora do chatbot Claude, enfrenta pressão particular após se tornar a empresa mais reticente a apoiar publicamente o movimento de código aberto desde o incidente com a Hugging Face.
