Naquele mês, ele ordenou a suspensão temporária de todo o financiamento relacionado ao HIV, antes de restabelecer, dias depois, os trabalhos essenciais de combate à doença, embora a maioria dos esforços de prevenção tenha sido reduzida.
“A comunidade internacional entrou em um período de profunda turbulência política e financeira que ameaça décadas de conquistas duramente alcançadas na luta contra o HIV”, afirmou o Unaids em seu relatório de 60 páginas divulgado no início de uma conferência internacional sobre a Aids no Brasil.
“Sem um compromisso renovado e ações concretas, o mundo corre o risco de um ressurgimento da epidemia de HIV”, acrescentou.
O financiamento caiu 18%, para US$7,3 bilhões, em 2025, o que representou o nível mais baixo em quase duas décadas, segundo o relatório. Essa diminuição representa um risco de reversão do progresso que reduziu as novas infecções por HIV e as mortes relacionadas à Aids ao seu nível mais baixo em mais de 30 anos, afirmou o relatório.
“A atual fragilidade da resposta ao HIV coloca esses ganhos em risco, a menos que a solidariedade global seja restaurada e as desigualdades sejam combatidas”, acrescentou.
O relatório também reiterou que a meta global de acabar com a Aids até 2030 está fora do caminho, afirmando que a redução do financiamento, bem como outras crises de saúde, como o Ebola, estão prejudicando os esforços. Cerca de 1,2 milhão de pessoas contraíram o HIV no ano passado.
