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Jornada nas Estrelas, 60 anos: um futuro melhor na TV

Quando Jornada nas Estrelas estreou na NBC, em setembro de 1966, a televisão norte-americana ainda operava dentro de limites bastante rígidos — narrativos, estéticos e, sobretudo, ideológicos. Foi nesse cenário que uma série de ficção científica, ambientada no espaço e no futuro distante, apresentou uma das propostas mais ousadas já feitas pela TV: imaginar a […]

Quando Jornada nas Estrelas estreou na NBC, em setembro de 1966, a televisão norte-americana ainda operava dentro de limites bastante rígidos — narrativos, estéticos e, sobretudo, ideológicos. Foi nesse cenário que uma série de ficção científica, ambientada no espaço e no futuro distante, apresentou uma das propostas mais ousadas já feitas pela TV: imaginar a humanidade não como refém de seus medos, mas como capaz de superá-los.

É sempre bom lembrar que a ficção científica, com raras exceções, era tratada no cinema como entretenimento para o público jovem, especialmente nos anos 50. O mundo vivia sob a sombra da Guerra Fria, da ameaça nuclear permanente e de profundas tensões sociais.

Desde que a Cortina de Ferro foi erguida após o final da Segunda Guerra Mundial, o cinema abordava a ficção científica em produções de baixo orçamento, onde dramas sérios eram substituídos por monstros mutantes, por um invasor espacial ou por alguma praga criada em laboratório que se descontrolava.

Na televisão americana do final dos anos 50, a antologia clássica Além da Imaginação mostrava que boas histórias do gênero poderiam conquistar o público pela forma de narra a trama. Nos anos 60, Quinta Dimensão, outra antologia puramente de ficção cientifica, ajudou a estabelecer uma base para que esse gênero não ficasse apenas no público jovem.