Ao mesmo tempo, empresas como as americanas DoorDash e Airbnb e a alemã Siemens passaram a incorporar modelos chineses em parte de seus fluxos de trabalho, segundo informações do Financial Times.
Em alguns casos, a redução de custos já é perceptível. Andy Fang, cofundador da DoorDash, aplicativo de entregas, afirmou que o uso de um modelo da Moonshot AI para tarefas menos complexas permitiu economizar recursos. Já a startup Lindy abandonou totalmente as ferramentas da Anthropic e migrou para o também chinês DeepSeek V4.
O impacto financeiro ajuda a explicar esse movimento. De acordo com o indicador Ramp AI Index, as empresas que mais investem em inteligência artificial gastam cerca de 7.500 dólares por mês (R$ 38 mil ) por funcionário. A empresa de mídia Axios relata inclusive um caso extremo de uma companhia que desembolsou 500 milhões de dólares em um único mês (R$ 2,5 bilhões) para utilizar o Claude, da americana Anthropic.
Código aberto amplia a vantagem
O atrativo dos modelos chineses não se resume ao preço. Muitos deles são de código aberto ou adotam o modelo open-weight, que permite às empresas baixarem e executarem o sistema em servidores próprios.
Essa característica ganhou relevância após o governo de Donald Trump determinar que a Anthropic restringisse o acesso internacional a seus modelos mais avançados, Mythos 5 e Fable 5. Diante das dificuldades para verificar quem poderia utilizá-los, a empresa decidiu retirá-los completamente do mercado externo, deixando muitos desenvolvedores sem acesso.
