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Como funciona o “Pix Pensão”, proposta de Tabata Amaral que virou lei

A rotina de pais, mães e outros responsáveis que recebem pensão alimentícia deve mudar após a sanção da lei que cria um mecanismo de transferência automática dos valores devidos. A proposta foi apresentada pela deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada por Lula no último dia 29. Na prática, quem recebe […]

A rotina de pais, mães e outros responsáveis que recebem pensão alimentícia deve mudar após a sanção da lei que cria um mecanismo de transferência automática dos valores devidos. A proposta foi apresentada pela deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada por Lula no último dia 29.

Na prática, quem recebe a pensão poderá pedir à Justiça que o valor seja retirado automaticamente da conta do pagador e depositado na conta indicada para o recebimento dos alimentos. A medida, apelidada de “Pix Pensão”, tem o objetivo de reduzir os atrasos nos pagamentos e dar regularidade ao recebimento da pensão, evitando que o responsável pela criança ou adolescente precise recorrer frequentemente à Justiça para cobrar parcelas em atraso.

A nova regra, porém, não passará a valer imediatamente. A própria lei estabelece um prazo de um ano para sua entrada em vigor. O período foi previsto para que tribunais, bancos e os outros sistemas envolvidos façam as adaptações necessárias para viabilizar as transferências automáticas.

Projeto amplia cobrança automática para quem não tem emprego formal

Atualmente, a principal forma de garantir o pagamento automático da pensão é o desconto em folha de pagamento. Nesse modelo, o empregador desconta o valor diretamente do salário do devedor e repassa ao beneficiário. Essa automatização, portanto, é eficaz quando o pagador possui vínculo formal de trabalho, como emprego com carteira assinada ou cargo público.