O governo socialista da Espanha, um caso à parte na tendência continental de endurecimento das regras, afirma que se mantém firme em relação às travessias ilegais, mas que os imigrantes beneficiam a Espanha e ajudam a fortalecer sua economia em rápido crescimento. O governo ofereceu uma anistia em massa que levou centenas de milhares de pessoas a solicitarem residência legal nos últimos meses.
O ministro do Interior da França, Laurent Nuñez, afirmou já ter emitido instruções “para intensificar imediatamente as verificações na fronteira com a Espanha”. O ministério não forneceu mais detalhes sobre como isso alteraria os procedimentos.
Os países da UE normalmente estão impedidos de realizar controles nas fronteiras internas da zona Schengen do bloco, embora os controles possam ser restabelecidos temporariamente em circunstâncias excepcionais. A França possui uma isenção que vem renovando a cada seis meses desde 2015.
A primeira-ministra de direita da Itália, Giorgia Meloni, afirmou que seu país estava preparado “para intervir com medidas extraordinárias para defender as fronteiras e a segurança dos cidadãos, incluindo a suspensão do Espaço Schengen com a Espanha”.
O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, afirmou que a política de anistia da Espanha havia “incentivado o tráfico de pessoas”. A Espanha convocou o embaixador italiano para protestar contra as declarações de Tajani.
Marine Le Pen, candidata à Presidência da França pelo partido de extrema-direita da França, Reunião Nacional, afirmou que, caso vença as eleições no próximo ano, restringirá a livre circulação no âmbito do Acordo de Schengen aos cidadãos europeus.
