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A farinha de trigo, muito utilizada na preparação de pães, massas e bolos, contém glúten, uma proteína que injustamente foi vítima de desinformações sobre malefícios à saúde, mas que de fato não pode ser consumida por algumas pessoas.
Vale reforçar que não há qualquer evidência científica de que o glúten faça mal à saúde de pessoas que não têm algum tipo de intolerância a essa proteína. O trigo e seus derivados, na verdade, oferecem uma série de benefícios à saúde, que incluem proteínas, ferro e vitaminas.
Com exceção de casos de intolerância e da doença celíaca, condição autoimune que leva a inflamações intestinais em função do contato com a proteína, cortar o glúten é desnecessário para a saúde e implica em gastos extras, já que produtos sem ele costumam ser mais caros.
Em todo caso, quem deve mesmo consumir alternativas sem glúten (ou só quer dar uma variada na rotina alimentar) encontra várias opções de qualidade para fazer isso, também no universo das farinhas. A seguir, você conhece mais sobre os cuidados envolvidos ao utilizá-las – e quais elas são.
Pontos de atenção com as farinhas sem glúten
Caso você deseje substituir a farinha de trigo por opções sem glúten na preparação de receitas, é importante lembrar que essa proporção nem sempre é “um por um”. Cada opção tem especificidades em relação a peso, absorção de água, quantidade de amido, proteínas e fibras, o que pode alterar quantidades e tempo de preparo. Informe-se antes sobre as equivalências para não errar amão.
Antes disso, na hora da compra, é preciso ter muita atenção à embalagem: embora muitas das farinhas abaixo não tenham glúten na origem, elas podem entrar em contato com a proteína durante o processamento, caso passem por algum armazém ou máquina que tenha sido usado com cereais contendo glúten. Nesse caso, podem restar traços ou vestígios de glúten, que causam problemas em pessoas mais sensíveis.
Um produto só pode garantir que “não contém glúten” na embalagem caso haja certificação de que em nenhum ponto entre a colheita e a prateleira do supermercado houve risco de contaminação cruzada.
Confira abaixo 10 opções de farinhas sem glúten:
Farinha de amêndoas
Feita a partir de amêndoas descascadas e moídas, essa farinha é rica em minerais: contém magnésio, cálcio, potássio, cobre e manganês em sua composição. A farinha de amêndoas também possui vitamina E e é uma boa fonte de gorduras boas, pois a amêndoa, sua matéria-prima, é uma oleaginosa.
Farinha de arroz

Comumente usada para fazer massas, engrossar molhos ou preparar milanesas, a farinha de arroz é feita a partir do arroz integral moído. Rica em proteínas e fibras, essa farinha ajuda a controlar o nível de açúcar no sangue. Ela também é fonte de minerais, como o ferro, magnésio, e manganês e de vitaminas do complexo B. A presença de compostos vegetais, chamados lignanas, ajudam a prevenir doenças cardíacas.
Farinha de aveia
Feita a partir da aveia integral, essa farinha possui gosto e consistência semelhantes a da farinha de trigo comum. Seu principal benefício vem da fibra beta-glucana, que ajuda a diminuir o colesterol ruim e os níveis de açúcar e insulina no sangue. Além disso, ela também é rica em proteínas, minerais (magnésio e fósforo), vitaminas do complexo B e antioxidantes.
Farinha de milho
Rica em fibras e carotenoides (luteína e zeaxantina, antioxidantes que ajudam a prevenir a degeneração macular e a catarata) essa farinha é feita do farelo de milho moído. Ela também é composta por vitaminas B1 e B6 e minerais como manganês, magnésio e selênio.
Farinha de coco

Possui um sabor suave e levemente doce, o que faz com que a farinha de coco funcione muito bem no preparo de receitas como panquecas e biscoitos. Ela é obtida a partir do coco seco e é rica em fibras e em ácido láurico, um ácido graxo de cadeia média que ajuda a diminuir o colesterol ruim.
Farinha de grão-de-bico
Com uma textura granulada, a farinha de grão-de-bico é uma boa fonte de fibras e proteínas. Graças a isso, ela ajuda a prolongar a sensação de saciedade, pois sua digestão é mais lenta (o que pode ser útil para quem deseja controlar o peso). Além disso, o seu consumo pode beneficiar a saúde cardiovascular, pela presença de minerais como o magnésio e o potássio.
Farinha de tapioca
Produzida a partir do amido presente na raiz da mandioca, um dos principais benefícios dessa farinha é justamente o teor de amido, que é resistente e funciona como fibra, tornando a digestão mais lenta e melhorando a sensibilidade do organismo à insulina. Essa farinha também ajuda a reduzir os níveis de açúcar no sangue e regular o apetite, também graças à digestão mais trabalhosa.
Farinha de mandioca

Diferente da farinha de tapioca, essa farinha é feita a partir do próprio vegetal: a partir da mandioca seca e ralada. Possui benefícios semelhantes à farinha de tapioca: o amido em sua composição ajuda a regular os níveis de açúcar no sangue e os picos de insulina. Também ajuda a prevenir cãibras e pressão alta, graças à presença de potássio e magnésio em sua composição.
Farinha de trigo sarraceno
Apesar do nome, o trigo sarraceno (ou trigo negro) não é um trigo. O trigo sarraceno não é um cereal, mas sim uma semente, e não tem glúten. Muito utilizada na gastronomia da Bretanha, a farinha de trigo sarraceno é rica em proteínas vegetais e minerais, como o magnésio. O principal benefício dessa farinha é o seu efeito prebiótico: estimulando a proliferação das bactérias benéficas do intestino, o que colabora para uma microbiota saudável, melhorando o trânsito intestinal.
Farinha de alfarroba
A alfarroba é uma árvore, pertencente à família das leguminosas, sua farinha é produzida através da trituração de vagens inteiras dela. Entre seus componentes benéficos estão as fibras e as vitaminas A e E.
