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Trump e Flávio avacalham relação entre Brasil e EUA – 25/07/2026 – Elio Gaspari

Em mais de dois séculos de relações diplomáticas, Estados Unidos e Brasil passam por um novo tipo de encrenca. Pela primeira vez, a espoleta da encrenca está na Casa Branca, com um braço no Departamento de Estado. Durante o Império, três representantes americanos criaram encrencas. Um foi-se embora, outro foi levado até a porta e […]

Em mais de dois séculos de relações diplomáticas, Estados Unidos e Brasil passam por um novo tipo de encrenca. Pela primeira vez, a espoleta da encrenca está na Casa Branca, com um braço no Departamento de Estado.

Durante o Império, três representantes americanos criaram encrencas. Um foi-se embora, outro foi levado até a porta e o terceiro chegou a ameaçar com a suspensão das relações. Os três foram repreendidos por Washington.

Nos anos 1970 do século passado, quando os direitos humanos e um acordo nuclear assinado com a Alemanha colocaram os dois países em rota de colisão, os presidentes Ernesto Geisel e Jimmy Carter, bem como seus ministros, nunca se insultaram.

Quando Washington taxou produtos brasileiros, Geisel limitou-se a recusar um convite para visitar os EUA.

Com Trump e Marco Rubio, palanque leva a lugar nenhum.

Registro histórico


Trump, Rubio e os Bolsonaro avacalharam as relações do Brasil com os Estados Unidos transformando-a em assunto de palanque. Coisa muito mais séria já aconteceu e ficou esquecida.

Em março de 1964, a política brasileira estava polarizada e o empresário Alberto Byington, sócio da mineradora americana Alcoa, viajou para Washington.

Foi aos seus contatos, inclusive na Central Intelligence Agency. Seu pleito: a situação do país podia se agravar, e os sindicatos ameaçavam parar as refinarias —o país precisava de gasolina.

No dia 20 de março, a crise agravou-se e reuniram-se o presidente Lyndon Johnson, o secretário de Estado Dean Rusk e o diretor da CIA, John McCone, e o embaixador no Brasil, Lincoln Gordon.

Eles decidiram mandar uma frota para o litoral brasileiro, se fosse o caso. McCone mencionou o pleito de Byington e resolveram acrescentar petroleiros à frota.

Um pedido semelhante foi encaminhado pelo marechal Cordeiro de Farias, mas não deixou rastro.

No final da tarde do dia 30, o embaixador americano Lincoln Gordon pediu que se checassem os petroleiros.

Na noite de 31 de março, quatro petroleiros comerciais que estavam no Atlântico foram desviados de suas rotas para o litoral brasileiro com 553 mil barris de combustível (equivalente a um dia de consumo.)

(Às 13h30m do dia 31, o general Paul Tibbets Jr. centralizou todas as mensagens relacionadas com o Brasil. Na manhã de 6 de agosto de 1945, ele pilotava o avião que jogou uma bomba atômica sobre Hiroshima.)

A frota só poderia chegar ao litoral brasileiro a partir do dia 7 de abril. Os petroleiros, depois do dia 13. Não foi preciso, a frota foi desmobilizada entre os dias 2 e 3 de abril.

Alberto Byington foi candidato a deputado pelo Rio de Janeiro em 1965 , mas não se elegeu. Era sogro de Paulo Egydio Martins, eleito indiretamente governador de São Paulo em 1975.

Eremildo reclama

Na condição de presidente de honra do Sindicato dos Bandidos Autônomos do Brasil, o idiota volta a reclamar diante da concorrência desleal que sua categoria sofre.

Três coronéis da PM paulistas foram citados em relatórios do Ministério Público de São Paulo por manterem relações com grupos suspeitos de movimentar dinheiro para o Primeiro Comando da Capital.

Um deles comandou a PM do governador de São Paulo até abril passado, quando passou para a reserva.

A trinca integrava um grupo de WhatsApp onde as coisas eram chamadas pelo nome: buscavam “recursos financeiros para pagar a polícia”.

Eremildo argumenta que seus bandidos nada custam ao Erário, nem têm direito a aposentadoria ou assistência médica. A concorrência de agentes públicos encarece a bandidagem privada.


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