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Advogada pede desculpas por inexperiência, é acolhida por desembargadora e vídeo viraliza

Advogada pede desculpas por inexperiência, é acolhida por desembargadora e vídeo viraliza Uma advogada pediu desculpas a uma desembargadora e foi acolhida pela magistrada durante uma sessão online de um processo. A profissional, que tem um escritório em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina, publicou o vídeo da situação e o post viralizou […]


Advogada pede desculpas por inexperiência, é acolhida por desembargadora e vídeo viraliza
Uma advogada pediu desculpas a uma desembargadora e foi acolhida pela magistrada durante uma sessão online de um processo. A profissional, que tem um escritório em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina, publicou o vídeo da situação e o post viralizou nas redes sociais (assista acima).
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Até a noite de segunda-feira (27), a publicação tinha 227 mil visualizações na rede social da advogada Jéssica Santos. Ela tem 26 anos e é formada há menos de três anos.
No vídeo, a advogada explica a situação à desembargadora Fabiane Pieruccini.
“Gostaria de iniciar dizendo que é a primeira vez que eu me dirijo diretamente a uma autoridade como a senhora”, diz Santos
A advogada começa a pedir desculpas, mas é interrompida pela desembargadora
“A gente está no mesmo patamar aqui”, diz Pieruccini
Em seguida, Santos diz sentir um alívio e que estava preocupada com o correto uso de pronomes de tratamento na sessão
A desembargadora destaca que não há erros e diz “vamos conversar normalmente”
No fim, a desembargadora ainda elogia: “foi muito bem!”
Advogada Jéssica Santos foi acolhida após explicar que nunca havia falado com uma desembargadora antes
Montagem/Reprodução/Arquivo pessoal
Advogada estava preocupada com o uso de pronomes de tratamento
A advogada explicou ao g1 que o caso ocorreu porque ela tentou um contato com a assessoria da desembargadora durante uma etapa do processo de defesa de um cliente. Porém, não esperava que a própria magistrada tivesse disponibilidade de atendê-la em meia hora.
Santos nunca havia falado antes com uma desembargadora e resolveu explicar isso para a magistrada.
“Meu receio era cometer uma gafe ali, um equívoco no pronome de tratamento e todo meu argumento em prol do cliente se perder. Por isso eu comecei pedindo desculpas”, relatou.
A advogada explicou que teve a atitude como uma forma de prevenção. “Não era porque eu não estava preparada ou porque eu estava insegura. Era justamente para me precaver caso ela tivesse essa necessidade de formalidade”.
Ela disse que filmou a sessão justamente caso recebesse instruções da desembargadora. Ela resolveu postar o vídeo após a reação positiva da magistrada.
“Eu publiquei o vídeo justamente porque me senti extremamente acolhida e sei que é uma raridade. O que eu vivi foi a exceção”.
Santos declarou que ainda não se fala muito o início na carreira dos advogados.
“A advocacia iniciante é um tabu. Todo mundo quer se colocar como a pessoa mais experiente, a mais empoderada na profissão. E as pessoas tendem a ter dificuldade para olhar que tudo tem um começo”.
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Vídeo dividiu opiniões
Após a publicação do vídeo, em 15 de junho, a advogada contou que recebeu muitas mensagens, a maioria delas de apoio. “As pessoas estão elogiando meu trabalho e isso tem sido muito bom. Mas não é unanimidade”.
Ela recebeu também opiniões negativas. “Colegas da própria profissão enxergaram essa minha fala como submissão, estou sendo bem retalhada”.
Aos advogados que também estão começando na carreira, ela aconselhou: “Não confunda enfrentamento com firmeza e não confunda humildade com fraqueza”.
“Acho que eu ter me colocado nessa situação exposta, sendo franca com ela, não me enfraqueceu. Pelo contrário, eu fui acolhida, fui aconselhada. E, convenhamos, a pessoa que tem o poder de julgar o meu recurso, eu não vou destratá-la ou enfrentá-la ou medir forças com ela. Aquele ali não é meu papel”.
Desembargadora ficou surpresa com repercussão do vídeo
A desembargadora Fabiane Pieruccini também conversou com o g1 e se disse surpresa com a repercussão do vídeo. “Não fiz nada além do que a minha obrigação, que é tratar com equidade, de igual para igual, uma advogada”.
“Claro que quando se trata de uma advogada jovem entra o exercício da empatia feminina. A gente vê uma menina começando ali, muito competente, e tenta acolher da melhor maneira possível”, declarou.
Pieruccini também argumentou que o tratamento dado àqueles que atuam de alguma forma no sistema judiciário faz parte do trabalho.
“A justiça é desempenhada por pessoas. Então, o acolhimento das pessoas que estão dentro do sistema de justiça faz parte da aplicação da justiça”.
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