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Vou passar pano para Nolan e recomendar Odisseia

Vou passar pano para Christopher Nolan. E recomendo que você dê uma chance a Odisseia quando o filme chegar ao streaming. Houve muita discussão sobre as escolhas de elenco do filme, especialmente Helena, interpretada por Lupita Nyong’o, e Sinon, vivido por Elliot Page. Há, de fato, uma política de diversidade que Hollywood incorporou às regras […]

Vou passar pano para Christopher Nolan. E recomendo que você dê uma chance a Odisseia quando o filme chegar ao streaming.

Houve muita discussão sobre as escolhas de elenco do filme, especialmente Helena, interpretada por Lupita Nyong’o, e Sinon, vivido por Elliot Page. Há, de fato, uma política de diversidade que Hollywood incorporou às regras do Oscar. Para um filme ser elegível a Melhor Filme, é preciso cumprir dois de quatro padrões de representação e inclusão estabelecidos pela Academia. Um deles é diretamente relacionado ao que aparece na tela. Os outros três dizem respeito a equipe criativa, oportunidades profissionais e distribuição/marketing. Portanto, não é absurdo enxergar nisso uma pressão sobre as escolhas de Hollywood.

Eu aceito (e defendo) que havia atores que poderiam ser melhores para aqueles papéis, tanto tecnicamente quanto pela adequação aos personagens. Mas isso não muda o essencial: Helena e Sinon não alteram o sentido da história. E é justamente aí que começa minha defesa de Nolan.

O diretor aceita as regras do jogo de Hollywood. O que ele não entrega, porém, é um filme moldado por elas. Odisseia é um filme preocupado com uma ideia muito mais antiga e muito mais interessante: o que acontece com um homem quando ele descobre que vencer uma guerra não significa necessariamente ter feito a coisa certa?