Trump estabeleceu condições duras para suspender definitivamente as ações militares contra Teerã. Ele declarou que os EUA estão com as armas carregadas, mas aceitaram o adiamento sob a condição de uma abertura imediata e total do Estreito de Ormuz e do fim da ameaça nuclear iraniana.
O Irã ameaçou atacar vizinhos árabes que apoiarem uma eventual ação militar liderada por Washington. O ministro das Relações Exteriores de Teerã, Abbas Araqchi, alertou que qualquer país da região que colaborar com os EUA ou Israel enfrentará uma resposta armada proporcional.
Tensões no Golfo Pérsico e ataques recentes
A decisão americana ocorre após uma série de incidentes militares e ataques com drones no Golfo Pérsico. O exército do Kuwait relatou ter interceptado drones iranianos lançados contra instalações estratégicas do país, enquanto dois navios petroleiros registraram explosões perto da costa de Omã.
Os Estados Unidos e Israel vinham planejando bombardeios contra usinas elétricas e refinarias iranianas. Embora a Arábia Saudita tenha participado de ataques recentes a milícias pró-Irã no Iraque, o governo saudita vinha insistindo no retorno da via diplomática para conter a crise.
Divergência com Israel e posição dos vizinhos
O governo israelense de Benjamin Netanyahu mantém divergências com a Casa Branca sobre como lidar com o Irã. Embora Trump tenha afirmado que Israel compartilha de seu recuo temporário, a gestão de Netanyahu costuma adotar posições mais agressivas e já rejeitou anúncios anteriores do presidente norte-americano.
