
Ataque aéreo israelense atinge mesquita na Cidade de Gaza, em 28 de julho de 2026
Dawoud Abu Alkas/Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (30) que fechou um acordo para o “desarmamento completo” do grupo terrorista Hamas e de todas as facções na Faixa de Gaza.
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Em uma publicação nas redes sociais, Trump classificou o acordo como um passo “histórico” rumo à paz e afirmou que, após o desarmamento, Gaza passará a ser administrada por um novo governo palestino.
Segundo o presidente, o processo ocorrerá em fases: à medida que o desarmamento for concluído, as forças israelenses deixarão a Faixa de Gaza, enquanto uma força internacional de estabilização e uma nova polícia palestina assumirão a segurança do território.
O acordo foi mediado com a ajuda do Egito, Catar e Turquia. Trump afirmou que o tratado faz parte do plano de paz que foi assinado em outubro de 2025 e encerrou a guerra em Gaza após dois ano
Agora no g1
Mais cedo, a agência AFP havia revelado que o Hamas avançava rumo a um acordo que inclui o desmantelamento completo. Por outro lado, uma fonte do grupo disse que negociava mudanças na proposta.
Apesar das negociações, uma fonte política israelense afirmou à AFP que a proposta ainda não atende plenamente às exigências de Israel.
“Israel exige o desarmamento completo do Hamas, incluindo a retirada de armas de Gaza e a plena desmilitarização da Faixa como condição prévia para qualquer processo”, afirmou a fonte.
‘Conselho da Paz’
Trump atribui o acordo com o Hamas a uma vitória do “Conselho da Paz”, grupo de líderes de países convidados pelo republicano lançado em Davos, no último mês de janeiro.
Criada por seu governo para supervisionar a paz na Faixa de Gaza e reconstruir o território palestino, a estrutura é vista por parte da comunidade internacional como uma tentativa de esvaziar a ONU.
O grupo, que se reuniu pela primeira vez em fevereiro, tem Trump como presidente vitalício e concentra nele um amplo poder de decisão.
Nenhum dos principais países europeus aliados dos EUA aderiu à iniciativa. O Brasil também foi convidado, mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recusou a participação, condicionando a entrada do país à inclusão dos palestinos.
O Conselho da Paz perdeu protagonismo no noticiário e na agenda de Trump após o ataque conjunto de EUA e Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, dando início à guerra que dura até o momento presente.
