
O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou nesta sexta-feira (24) impor novas tarifas à União Europeia (UE) após o anúncio de Bruxelas sobre uma nova multa contra o Google por violar a Lei dos Mercados Digitais do bloco.
“A União Europeia pagará um preço muito alto por essa conduta ilegal e altamente antiética, sobre a qual já os alertei repetidamente”, escreveu o presidente na Truth Social.
O líder americano anunciou que seu governo abrirá uma investigação, com base na Seção 301, sobre “a prática de roubar empresas americanas e, portanto, o contribuinte americano”, que, segundo o republicano, está sendo conduzida por Bruxelas.
“As sanções serão completamente revogadas e uma tarifa substancial provavelmente será imposta o mais breve possível”, acrescentou. Uma investigação da Seção 301 é um procedimento pelo qual o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) avalia se outro país está se envolvendo em práticas comerciais discriminatórias ou desleais que prejudicam o comércio dos EUA e que podem levar à imposição de tarifas ou outras medidas restritivas, como ocorreu com o Brasil.
A investigação ocorre após o anúncio feito nesta quinta-feira pela Comissão Europeia, que impôs duas multas ao Google, totalizando € 890 milhões, por favorecer seus próprios serviços no mecanismo de busca e por impedir que desenvolvedores de aplicativos móveis informem os usuários gratuitamente sobre ofertas mais baratas fora da Google Play.
A Comissão considera que a empresa violou a Lei dos Mercados Digitais, que regula a concorrência entre grandes empresas de tecnologia na União Europeia, e, além da multa, deu ao Google 60 dias para cessar essas práticas.
O governo Trump criticou repetidamente as regulamentações europeias que limitam as atividades de grandes empresas de tecnologia americanas, argumentando que elas constituem práticas comerciais desleais e também infringem a liberdade de expressão nas redes sociais.
Em sua mensagem, Trump afirmou que a UE “voltou aos seus velhos hábitos” depois de ter imposto multas à Apple, Meta, Amazon e ao próprio Google.
