Governo interino do Rio atribui melhora à distribuição estratégica da Polícia Militar, que se tornou mais presente nos locais onde os crimes ocorrem. A Secretaria de Segurança Pública também apontou que o trabalho de investigação da Polícia Civil se intensificou, “atuando em toda a cadeia logística dos crimes contra o patrimônio”.
Ao UOL, especialistas afirmaram que quatro meses não representam tempo suficiente para grandes transformações na segurança. Porém, entendem que ações como a mudança no comando do Segurança Presente, que mobiliza pessoal extra para policiamento, e a postura mais técnica do governador interino em relação ao tema têm surtido efeito.
São ações estruturais, positivas e que podem ter impacto nos próximos anos
Carlos Nhanga, coordenador do Instituto Fogo Cruzado no Rio
Trabalho mais orientado por dados é outra mudança positiva, diz especialista. Isso inibe a ação de eventuais policiais corruptos, afirmou Carolina Grillo, coordenadora do Geni (Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos) da UFF (Universidade Federal Fluminense). Ela aponta que a tendência nacional de queda desses crimes também pode se refletir nos indicadores fluminenses.
Em 2026, o Rio registrou, entre abril e junho, quase 2.000 roubos (com uso de arma e/ou ameaça) a menos do que nos mesmos meses do ano passado. A queda foi de 8%, segundo o ISP. Casos de roubos de veículo, de carga e de rua ficaram dentro das metas previstas para junho. As estatísticas de roubos de rua consideram roubo a pedestre, roubo em coletivos e roubo de celular.
