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Sequência de atos de Moraes, Gilmar e Dino demonstra ofensiva coordenada de ala do STF

Os recentes movimentos protagonizados pelos ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Flávio Dino vêm sendo interpretados por setores políticos e jurídicos como parte de uma atuação coordenada dentro do Supremo Tribunal Federal (STF). A sequência de decisões e intervenções teria como efeito prático tentar blindar Moraes diante das imputações apontadas pela Polícia Federal em […]

Os recentes movimentos protagonizados pelos ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Flávio Dino vêm sendo interpretados por setores políticos e jurídicos como parte de uma atuação coordenada dentro do Supremo Tribunal Federal (STF). A sequência de decisões e intervenções teria como efeito prático tentar blindar Moraes diante das imputações apontadas pela Polícia Federal em relatório preliminar sobre o caso do Banco Master.

Os episódios, no entanto, também levantam críticas sobre a utilização de instrumentos processuais por parte dos três ministros com potencial impacto político, abrindo precedentes incomuns e aprofundando a percepção de insegurança quanto às regras que disciplinam o funcionamento da Corte.

A questão ganhou força na semana passada, após o ministro André Mendonça levantar o sigilo de material produzido pela Polícia Federal que aponta indícios de relação ilegal entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master. Desde então, medidas adotadas por Moraes e por ministros aliados passaram a ser interpretadas como uma tentativa de conter os desdobramentos políticos e institucionais do caso.

O documento aponta que Vorcaro teria mantido interlocução com Moraes a respeito de investigação sigilosa que o envolvia, o que é ilegal, incluindo questionamentos sobre possíveis medidas cautelares. O documento também menciona que Moraes alterou um contrato de R$ 131 milhões firmado entre o banqueiro e o escritório de advocacia de Viviane Barci, esposa do ministro.