Boletins do Centro Conjunto de Aviso de Tufões (JTWC) dos EUA mostram que a parede de nuvens ao redor desse pequeno olho concentrou ventos de 270 km/h. Quanto menor o olho, mais estreita e violenta se torna essa zona de borda, onde ocorrem as piores rajadas e tempestades do tufão.
As fotos de satélite mostraram um ponto escuro e perfeitamente circular cercado por um anel profundo de tempestades. Esse visual de “buraco” no meio do oceano ocorre porque o ar do topo da atmosfera desce e seca no centro exato, limpando o céu no interior do olho enquanto a parede externa ganha força.
Dados do JTWC mostram que o olho da tempestade se fechou e ganhou força em menos de 36 horas sobre águas quentes, entre 29°C e 30°C. Esse calor vindo do oceano, combinado com ventos calmos nas camadas mais altas da atmosfera, permitiu que o centro do tufão se organizasse em uma estrutura muito apertada e potente.
Análises da NOAA conectam a presença dessas estruturas extremas ao fortalecimento do El Niño no Pacífico. O aquecimento anormal do oceano fornece o combustível ideal para que ciclones desenvolvam olhos pequenos e explosivos com maior frequência durante a temporada.
Por enquanto, a tempestade não representa uma ameaça imediata, segundo o Fox Forecast Center. Ainda assim, requer atenção. Historicamente, apenas quatro tempestades do Pacífico Central se deslocaram para o oeste o suficiente para atingir o Japão, sendo que duas delas ocorreram durante um El Niño forte.
