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Ricardo Nunes: deputados pedem retratação no MP-SP – 02/08/2026 – Painel

Deputados protocolaram representações contra o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB) após ele se referir a Fernando Haddad (PT) como um “professorzinho”, durante convenção do Republicanos. Uma delas foi protocolada no Ministério Público de SP e pede que o prefeito tenha que se retratar com a categoria, além da adoção de medidas extrajudiciais para […]

Deputados protocolaram representações contra o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB) após ele se referir a Fernando Haddad (PT) como um “professorzinho”, durante convenção do Republicanos.

Uma delas foi protocolada no Ministério Público de SP e pede que o prefeito tenha que se retratar com a categoria, além da adoção de medidas extrajudiciais para que autoridades se abstenham de usar a profissão de forma depreciativa.

As representações são assinadas pela deputada federal Luciene Cavalcante (PSOL), pelo deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL) e o vereador de São Paulo Celso Giannazi (PSOL).

No documento, eles afirmam que a expressão foi usada em tom de menosprezo, com juízo depreciativo e que Nunes transmite a mensagem de que ser professor é condição inferior ou desabonadora.

“Quando o próprio prefeito utiliza a palavra ‘professor’ como ofensa, a desvalorização deixa de ser apenas retórica e adquire evidente dimensão institucional”, afirmam.

No evento, Nunes disse que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) “vai dar um coro” em Fernando Haddad e levar no 1º turno.

“Não podemos ter aqui um governador incompetente que não cuidou da cidade, um professorzinho de nariz empinado, incompetente e sem vergonha”, disse.

Os parlamentares ainda protocolaram outra representação no Observatório Nacional de Violência contra Professores em que pedem repúdio da entidade às falas do prefeito e o registro do episódio como um caso de violência simbólica contra os profissionais da educação.

“A violência contra educadores não se restringe às agressões físicas. Também se manifesta por meio da violência simbólica, do discurso de desqualificação profissional e da construção de narrativas que diminuem a importância social da docência”, afirma o documento.


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