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Primeiros voos espaciais tripulados europeus podem ocorrer em dez anos, diz Macron

Macron também pediu que operadoras de telecomunicações, responsáveis por satélites e empresas do setor formem, sem demora, uma aliança europeia de tecnologia Direct to Device (D2D, capaz de oferecer, até 2030, conexão direta entre satélites e telefones celulares, sem necessidade de antenas terrestres. De acordo com ele, os europeus devem dispor, dentro de dez anos, […]

Macron também pediu que operadoras de telecomunicações, responsáveis por satélites e empresas do setor formem, sem demora, uma aliança europeia de tecnologia Direct to Device (D2D, capaz de oferecer, até 2030, conexão direta entre satélites e telefones celulares, sem necessidade de antenas terrestres.

De acordo com ele, os europeus devem dispor, dentro de dez anos, de uma qualidade de conexão equivalente à da tecnologia 5G em todo o território, sem áreas sem cobertura. “É uma questão de soberania e de oportunidade econômica”, destacou.

Fornecedores europeus

Ao abordar a cooperação entre os países europeus, o presidente afirmou que “é preciso ser forte, e isso passa pela Europa”, mas reconheceu que “a Europa espacial continua frágil e precisa acelerar”. Macron defendeu ainda a necessidade de assumir plenamente a preferência por fornecedores europeus. “Isso não é um palavrão nem protecionismo, mas uma recusa à ingenuidade”, declarou.

Para fortalecer a indústria do setor, ele defendeu que todo o mercado institucional europeu seja direcionado às empresas do continente e que as compras públicas priorizem atores europeus. Sem citar nomes, também criticou grandes grupos europeus que desejam manter sua posição dominante no mercado e que, segundo ele, foram os que mais receberam recursos públicos dos Estados Unidos, além de terem se beneficiado de lançamentos institucionais financiados.

Por fim, Macron pediu uma governança compartilhada do espaço e uma regulação internacional compatível com os desafios atuais. “A realidade obriga a reconhecer que o espaço já não é um santuário. Apesar do tratado de 1967, o espaço exterior continua sendo o único grande bem comum mundial que não conta com uma regulação à altura dos desafios”, afirmou.

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