O pré-candidato a deputado federal e ex-prefeito de Embu das Artes Ney Santos (Republicanos) responde a processo pelo crime de transporte e posse de arma de fogo, após uma abordagem da Polícia Militar em fevereiro de 2019.
Na ocasião, ele e um motorista viajavam em carro da prefeitura onde foi encontrada uma pistola Taurus calibre .380 com numeração suprimida e mira laser.
Em novembro de 2025, ele foi condenado pela Justiça de São Paulo, em primeira instância, a três anos e nove meses de prisão em regime semiaberto. Santos recorreu da decisão.
O ex-prefeito poderá concorrer no pleito, mesmo em caso de uma condenação em trânsito julgado. Ele responde pelo crime de transporte e posse de arma de fogo, que não tem nenhum impedimento de acordo com a lei da ficha limpa.
Ao Painel, Santos afirmou que a sentença é de primeiro grau e ainda será submetida ao Tribunal de Justiça.
Santos recebeu, inicialmente, pena de quatro anos de reclusão em 2022, mas no ano seguinte a sua defesa obteve um habeas corpus no STJ (Superior Tribunal de Justiça), que entendeu que a abordagem policial ocorreu durante seu mandato como prefeito e determinou a remessa dos autos ao juízo de primeiro grau para o processo recomeçar.
O processo, então, reiniciou em agosto de 2023.
Em nota, o candidato do Republicanos diz que durante toda a tramitação do processo manteve postura “de absoluto respeito às instituições”, colaborou com as investigações e exerce o seu direito de defesa.
“O pré-candidato reafirma sua confiança no Poder Judiciário, na adequada apreciação da causa pelas instâncias competentes e permanece tranquilo quanto à demonstração de suas razões nos recursos que serão apresentados”, diz Santos.
“Por fim, reitera seu compromisso com a população, com a legalidade, a transparência e o respeito às instituições democráticas, mantendo sua atuação pública pautada pela responsabilidade e pela confiança de que a verdade dos fatos será plenamente reconhecida”, prosseguiu.
Prefeito de Embu das Artes até 2024, Santos já foi acusado por autoridades de elo com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Ele havia sido condenado em primeira instância, em 2021, por disparo de arma de fogo em via pública. O político sempre negou qualquer ligação com a facção.
Santos também é próximo do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), seu colega de partido.
LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.
