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O saldo positivo e negativo das campanhas; veja destaques das convenções

O período das convenções partidárias, iniciado em 20 de julho e com encerramento previsto para 5 de agosto, tem movimentado o cenário político brasileiro. Durante essa fase, os partidos deliberam sobre coligações e definem oficialmente os candidatos que disputarão as eleições de outubro de 2026. Em edição do CNN Eleições – Convenções, os analistas de […]

O período das convenções partidárias, iniciado em 20 de julho e com encerramento previsto para 5 de agosto, tem movimentado o cenário político brasileiro. Durante essa fase, os partidos deliberam sobre coligações e definem oficialmente os candidatos que disputarão as eleições de outubro de 2026.

Em edição do CNN Eleições – Convenções, os analistas de Política da CNN Caio Junqueira, Jussara Soares, Isabel Mega, Pedro Venceslau, Julliana Lopes debateram o saldo positivo e negativo de cada convenção, comentando os pontos centrais das campanhas dos cinco principais candidatos à presidência.

Lula e as ausências no discurso

Isabel Mega chamou atenção para o que não foi dito no discurso de Luiz Inácio Lula da Silva, que confirmou sua candidatura pelo PT (Partido dos Trabalhadores) em sua oitava disputa eleitoral.

Segundo a analista, Lula evitou tocar em dois temas sensíveis: o ajuste fiscal e a segurança pública. “Lula evitou falar de ajuste fiscal e evitou falar de temas da segurança pública, que são zonas de desconforto para a campanha petista”, destacou Isabel Mega.

A coligação do candidato, com Geraldo Alckmin (PSB) como vice, é descrita como totalmente à esquerda e muito semelhante à formada em 2022, com o destaque de ter conquistado o PDT como aliado já no primeiro turno — partido que nas últimas eleições havia lançado Ciro Gomes.

Flávio Bolsonaro e o isolamento do Centrão

Jussara Soares destacou os “nãos” que Flávio Bolsonaro (PL) tem recebido do Centrão. De acordo com a analista, tudo indica que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seguirá com uma campanha praticamente isolada. “Ele ainda tenta um sim do Podemos”, afirmou Jussara Soares.

Diferentemente de outros candidatos, Flávio Bolsonaro ainda não definiu seu vice e mantém a coligação em aberto, caminhando para uma chapa pura.

Caiado, Renan Santos e o eleitorado em disputa

Pedro Venceslau destacou a convenção de Ronaldo Caiado (PSD), que, segundo o analista, mirou tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro “em busca do voto ‘Carcísio’ aqui no Estado de São Paulo”. Caiado já definiu Gilberto Kassab (PSD) como vice.

Caio Junqueira, por sua vez, ressaltou a convenção de Renan Santos (Missão), realizada na Mooca, na Zona Leste de São Paulo. “Me chamou muita atenção a forma como Renan Santos coloca praticamente o lulismo e o bolsonarismo no mesmo alvo de suas críticas”, observou Junqueira. Renan Santos terá o coronel Aroldo Medina (Missão) como vice.

Eleitorado mais velho e a disputa pelo tempo de rádio e TV

Julliana Lopes chamou atenção para a composição do eleitorado brasileiro e para quem os candidatos estão direcionando suas mensagens. Segundo a analista, trata-se de “um eleitorado mais velho que ainda acredita em campanha de rádio e televisão”, o que torna cada segundo de tempo de antena extremamente disputado pelos partidos.

Romeu Zema (Novo) ainda não definiu seu vice e sinalizou que a decisão ficará para o último minuto, até o dia 5 de agosto, prazo final para que os partidos formalizem as atas de convenções e eventuais coligações.

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