Foi o segundo tornado registrado no estado em pouco mais de uma semana. Em 28 de julho, outro episódio atingiu municípios da região Noroeste gaúcha.
O episódio ocorreu durante a passagem de um período de tempo severo pelo Rio Grande do Sul. Uma frente fria e um ciclone extratropical provocaram fortes instabilidades no estado. Nesta sexta-feira (7), os ventos ultrapassaram 120 km/h e cerca de 100 municípios relataram danos.
O que é o ‘corredor dos tornados’
A expressão é usada para definir uma área onde as condições atmosféricas tornam a ocorrência de tornados mais frequente. No Brasil, parte dessa faixa alcança a região Sul. Um boletim do Centro Estadual de Vigilância em Saúde do Rio Grande do Sul, ligado à Secretaria Estadual da Saúde, afirma que o estado está no chamado “corredor dos tornados”.
O documento explica que a região favorece o encontro de correntes de ar com características diferentes. De um lado, ar frio vindo do sul; de outro, ar quente e carregado de umidade, proveniente da Amazônia ou do oceano. Em determinadas condições, diferenças de velocidade e direção dos ventos podem contribuir para a formação de movimentos de rotação dentro das tempestades.
Esse processo é conhecido como cisalhamento do vento. Segundo o Laboratório Nacional de Tempestades Severas dos Estados Unidos, diferenças na direção ou na velocidade dos ventos conforme a altitude podem iniciar uma rotação. Em tempestades do tipo supercélula, essa rotação pode favorecer a formação de tornados.
