San Jose, uma cidade com quase 1 milhão de habitantes e a terceira maior da Califórnia, abraçou o crescimento do setor. No ano passado, as autoridades municipais anunciaram um acordo com a concessionária PG&E para agilizar o fornecimento de energia a grandes consumidores, como centros de dados.
A cidade estima que cada nova instalação possa gerar entre US$3 milhões e US$6 milhões em receita tributária anualmente para serviços como polícia, bombeiros, bibliotecas, estradas e parques.
Apesar da riqueza do Vale do Silício, no entanto, muitos moradores continuam céticos quanto ao fato de que os benefícios da onda de crescimento impulsionado pela tecnologia, ligada a instalações voltadas para a IA, serão amplamente compartilhados.
“As empresas precisam nos provar por que merecem nossos recursos e como vão retribuir à comunidade”, disse Ellina Yin, líder da coalizão de base ‘I Love San Jose’.
Yin e outros estão pressionando por uma avaliação pública mais rigorosa, maior transparência em relação ao uso de energia e água e estudos sobre os impactos na saúde e no meio ambiente antes que mais projetos sejam aprovados.
O prefeito Matt Mahan afirma que a solução não é interromper o desenvolvimento de centros de dados, mas garantir que isso seja feito de forma responsável.
