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Moraes reconhece morte de réu do 8 de janeiro no RS

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) extinguiu a punibilidade (possibilidade de punir) de Ronaldo Edison Richard, que morreu há um mês em sua casa, no município de Santa Rosa (RS). Ele era acusado de ajudar a financiar uma caravana para Brasília para a participação nos atos de 8 de janeiro de 2023. Idoso e […]

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) extinguiu a punibilidade (possibilidade de punir) de Ronaldo Edison Richard, que morreu há um mês em sua casa, no município de Santa Rosa (RS). Ele era acusado de ajudar a financiar uma caravana para Brasília para a participação nos atos de 8 de janeiro de 2023. Idoso e cadeirante, ele não participou da viagem, mas aparece como contratante de um ônibus.

O ministro utilizou como embasamento um dispositivo do Código Penal que detalha as hipóteses em que se extingue a punibilidade. No primeiro inciso, a norma cita a morte do agente. Logo em seguida, há outra possibilidade que entrou nos debates sobre o 8 de janeiro: a anistia.

A certidão de óbito aponta que a origem do óbito ainda não está totalmente esclarecida, mas menciona alcoolismo e hipertensão arterial como contexto adicional. Ele deixou duas filhas: Karolaine, de 28 anos, e Deisi, de 24 anos.

Ronaldo foi alvo da 23ª fase da operação Lesa Pátria, que apurou o financiamento de transportes do sul do país para os atos em Brasília. A Primeira Turma aceitou a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) e a ação penal estava em fase de instrução. No mesmo dia em que a defesa informou o falecimento, Moraes determinou a apresentação de alegações finais de um dos réus, mas não se manifestou sobre a fatalidade. A defesa, então, reforçou a informação, juntando a certidão de óbito.