A Microsoft prevê gastar US$190 bilhões neste ano corrente, parte dos mais de US$700 bilhões em despesas sem precedentes das grandes empresas de tecnologia que têm pressionado os fluxos de caixa das empresas e alimentado temores de excesso de capacidade.
Os gastos de capital no trimestre de abril a junho foram de US$41 bilhões, um aumento de mais de 70% em relação ao ano passado, e comparados às estimativas do mercado de US$42,37 bilhões. A Microsoft registrou US$31,9 bilhões em gastos de capital no trimestre anterior.
Enquanto isso, a empresa está reduzindo a dependência da tecnologia da OpenAI ao incorporar os modelos da Anthropic em suas ofertas e desenvolver IA própria, ao mesmo tempo em que aproveita seus profundos laços comerciais para impulsionar a adoção do Copilot, que custa US$30 por mês, inclusive por meio de acordos como o firmado com a Accenture no início deste ano.
A empresa está entre as que apresentam pior desempenho no chamado grupo das “Sete Magníficas” — formado por empresas de mega-capitalização –, com uma queda de 18% no que vai de ano, ficando atrás de rivais na área de nuvem, como a Alphabet.
A Microsoft afirmou que o crescimento de sua nuvem está sendo prejudicado por restrições de capacidade que, segundo a empresa, devem persistir pelo menos até o final de 2026. Isso forçou a empresa a escolher entre alimentar seus próprios serviços de IA, como o assistente Copilot 365, e alugar poder de computação para clientes por meio do Azure.
Ainda assim, alguns analistas afirmam que as preocupações em torno da Microsoft são exageradas, observando que a demanda por IA continua forte e que a empresa tem se empenhado em amenizar as restrições por meio de acordos que vão além da expansão de seus próprios data centers, como a recente parceria com a francesa Mistral.
