O Google ocupa uma posição central no mercado de publicidade digital. A empresa oferece ferramentas usadas por anunciantes para comprar espaços publicitários, por sites e veículos para vender esses espaços e também opera sistemas que realizam os leilões automáticos que conectam compradores e vendedores de anúncios. O governo americano argumenta que essa atuação em diferentes etapas do processo deu ao Google poder excessivo sobre o mercado.
A juíza também determinou a criação de um monitoramento interno de cumprimento. O Google terá de nomear um fiscal dentro da companhia para acompanhar a execução das medidas impostas pela decisão.
O tribunal rejeitou a proposta de desmembrar a área de ad tech (tecnologia de anúncios) do Google. Brinkema escreveu que medidas para separar o negócio “não eram realistas nem necessárias”, em uma decisão de 106 páginas.
O governo dos EUA viu avanço, mas indicou que ainda avalia próximos passos. Em comunicado oficial, o procurador-geral adjunto Stanley E. Woodward Jr. afirmou que a decisão “marca uma vitória significativa” nos esforços do Departamento de Justiça para “proteger e restaurar a concorrência”.
Woodward disse que o órgão pode recorrer ou adotar outras medidas. “Vamos continuar analisando a decisão para considerar as opções do Departamento”, declarou.
O Google comemorou o fato de o tribunal ter descartado a quebra do negócio. Lee-Anne Mulholland, chefe global de assuntos regulatórios da empresa, disse ao New York Times: “Estamos muito satisfeitos com o fato de o tribunal ter rejeitado a proposta do Departamento de Justiça de desmembrar ferramentas que ajudam pequenas empresas a alcançar novos clientes e crescer”.
