Aliados do pré-candidato dizem que Marinho não conseguiu controlar o que chamam de “teimosia” de Flávio Bolsonaro —a insistência no nome de Daniella Marques é um exemplo citado por integrantes do próprio PL.
Mas a principal falha, afirmam, foi ele não ter conseguido “dobrar” Flávio na ruptura com Michelle Bolsonaro.
O rompimento com a madrasta enfraquece Flávio politicamente e o deixa exposto junto à opinião pública. Interlocutores de diferentes grupos ligados a Flávio dizem que ele deveria ter feito um aceno de paz para ela porque quem precisa de ajuda para angariar votos é ele, não Michelle. Ela deve se ausentar do evento de sábado.
Em conversas reservadas, Marinho também é responsabilizado pelas falhas na comunicação do presidenciável, como a reação confusa na crise “Dark Horse” ou pela ausência de discussão de propostas durante esses nove meses de pré-campanha.
As críticas tratam também da falta de controle de Flávio em algumas declarações radicais, sendo que o plano era construir uma imagem de candidato “moderado” —por exemplo, o ataque às urnas eletrônicas, que, mais uma vez, provocou reação negativa entre autoridades e no meio político.
Marinho tampouco conseguiu impor um distanciamento entre Flávio e as ações do irmão Eduardo Bolsonaro nos EUA, e, agora, o tarifaço está caindo na conta do pré-candidato à Presidência, afirmam.
