Tem imagem da colisão? Ainda não. Segundo a BBC, espaçonaves na órbita da Lua não estavam posicionadas para captar o local. Então, os cientistas devem analisar fotos do dia anterior com imagens atuais da região para verificar o impacto. Até o momento, há relato de um telescópio do Observatório Paranal, no Chile, ter detectado mudanças na luz na região da Lua. Mesmo assim, leva um tempo para ocorrer o processamento de imagens.
Missões de alta energia mudam o destino do segundo estágio, que não volta automaticamente para a atmosfera da Terra. O que ocorre é que missões para a Lua exigem tanta energia que o estágio pode permanecer em órbita altamente elíptica ou em trajetória translunar após liberar sua carga útil.
SpaceX afirma que executou o descarte, mas o estágio desviou para uma trajetória que cruza a Lua. A executiva Julianna Scheiman, da SpaceX, atribuiu o desvio a uma combinação de atividade solar e forças gravitacionais, durante coletiva de imprensa na última segunda-feira.
NASA diz que o impacto não representa risco para o planeta. A agência afirmou que vai continuar rastreando o propulsor para treinamento e observar o local do impacto por razões científicas.
Por que esse impacto chama atenção
Colisões ajudam cientistas a entender como a superfície lunar reage e como materiais são lançados após um choque. O astrônomo Paul Wiegert, da Universidade Western Ontario, no Canadá, disse à CNN que o processo de ejeção de material ainda não é entendido em detalhe.
