A empresa criadora do ChatGPT afirmou que defende um marco regulatório federal baseado em padrões comuns de testes, avaliação independente dos modelos de ponta, requisitos mais rígidos de cibersegurança e notificação obrigatória de incidentes graves de segurança.
O apelo ocorre em meio a temores crescentes sobre o impacto da IA, após a revelação de que uma poderosa tecnologia da OpenAI que operava sem supervisão humana hackeou de forma autônoma a plataforma Hugging Face em julho.
As preocupações aumentaram ainda mais após a saída do pesquisador da Anthropic Jacob Coxon, que acusou as empresas de estarem “brincando com nossas vidas” na corrida pelo desenvolvimento de modelos de IA.
A declaração de Lehane representa uma mudança importante de posição da empresa que, em sintonia com o governo de Donald Trump, havia se oposto anteriormente que os estados fizessem suas próprias normas sobre IA, defendendo, em vez disso, que o Congresso criasse uma legislação federal.
Esse continua sendo um objetivo difícil em uma Washington politicamente dividida. A mudança de postura aproxima a OpenAI de sua concorrente Anthropic, que também apoia uma regulamentação mais rigorosa.
Atualmente, não existe nenhuma lei federal que regulamente esses modelos nos Estados Unidos. O governo Trump tem privilegiado até agora uma abordagem mais leve para preservar a competitividade diante da China e neutralizar as leis aprovadas pelos estados.
