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Estudo usado por Milei não diz que Brasil liderou ‘campanha anti-Argentina’

Fonte das declarações de Milei Em nenhuma de suas intervenções o presidente argentino mencionou a fonte de suas afirmações. No entanto, em sua conta no X, o mandatário republicou três vezes um post da conta “Encuestas Argentinas” (@EncuestAR), que afirma que o Brasil foi o país com mais publicações sobre a Argentina (22%), seguido por […]

Fonte das declarações de Milei

Em nenhuma de suas intervenções o presidente argentino mencionou a fonte de suas afirmações. No entanto, em sua conta no X, o mandatário republicou três vezes um post da conta “Encuestas Argentinas” (@EncuestAR), que afirma que o Brasil foi o país com mais publicações sobre a Argentina (22%), seguido por México (15%) e Estados Unidos (13%), entre dezembro de 2022 e julho de 2026.

O gráfico divulgado nos posts cita a consultoria Monitor Digital como fonte. A empresa publicou, em 24 de julho, uma análise intitulada “A derrota para a Espanha transformou a ‘argentinidade’ em tema de discussão global”. Nela, foram analisadas 645 milhões de publicações no X, Facebook, Instagram, Threads, Reddit, TikTok e YouTube sobre a Argentina, feitas por usuários de outros países, entre dezembro de 2022 e julho de 2026.

O relatório afirma que “56,2% das publicações sobre a Argentina foram feitas em espanhol, muito acima do inglês, com 30,7%, e do português, com 9,5%”.

Além disso, indica que o Brasil foi o país com maior volume de publicações estrangeiras, com 22,1%; seguido pelo México, com 14,8%; Estados Unidos, com 13%; e Espanha, com 11%. Como explicação, o estudo afirma que o dado referente ao Brasil se deve ao tamanho de suas comunidades nas redes sociais (por ser um país com mais de 210 milhões de habitantes), e, em segundo lugar, à “cultura futebolística do Brasil, o maior país da América do Sul em extensão territorial e população, e sua rivalidade histórica com a Argentina”.

Mas o estudo da Monitor Digital, dirigida pelo jornalista Diego Corbalán, não analisa nem afirma que se tratou de uma campanha coordenada, como afirmou Milei. “Da análise que fizemos não encontramos nenhuma campanha que tenha sido especificamente orquestrada por um determinado grupo de usuários das redes sociais”, afirmou Corbalán em entrevista ao Chequeado.

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