O governo iraquiano, liderado por xiitas, um dos poucos no mundo a manter laços militares e diplomáticos estreitos tanto com Teerã quanto com Washington, convocou uma reunião de emergência.
Washington há muito tempo vem pedindo ao governo de Bagdá que reprima os grupos paramilitares apoiados pelo Irã, mas as tentativas de fazê-lo no passado provocaram agitação interna.
Os laços profundos entre o Irã e o Iraque, os dois maiores países de maioria xiita, ficaram evidentes nesta semana, quando centenas de milhares de peregrinos iranianos visitaram santuários no Iraque para um feriado anual, cruzando a fronteira por via terrestre. Alguns carregavam retratos do líder supremo iraniano assassinado, o aiatolá Ali Khamenei, reverenciado como um clérigo de alto escalão em ambos os países.
A Arábia Saudita também foi arrastada para o conflito em outra frente, com o movimento houthi, alinhado ao Irã, no Iêmen, anunciando na semana passada um bloqueio às exportações de petróleo sauditas no Mar Vermelho e disparando contra navios e instalações petrolíferas.
Horas antes de lançar os ataques conjuntos com a Arábia Saudita contra o Iraque, as Forças Armadas dos EUA informaram que suas defesas aéreas haviam evitado um ataque surpresa iraniano contra tropas norte-americanas na região.
As Forças Armadas da Jordânia informaram que suas defesas aéreas interceptaram e abateram cinco mísseis iranianos. Três dos quatro militares norte-americanos mortos neste mês morreram na Jordânia, onde as bases norte-americanas se tornaram alvos principais do Irã.
