Rompido com Lula, o ex-ministro critica o atual governo e afirmou, no anúncio da candidatura, que o petista está “refém do STF e sequestrado pela sua própria fraqueza”.
A candidatura ao Palácio do Planalto, porém, não vingou e gerou uma crise no DC. A briga começou em 16 de maio, quando o partido filiou Joaquim Barbosa, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), e o apresentou como pré-candidato à Presidência no lugar de Aldo Rebelo. O presidente da sigla, João Caldas, afirmou na época que a troca “foi feita pelo povo”, já que Rebelo não pontuava nas pesquisas.
A decisão não agradou Aldo Rebelo, que reagiu mantendo a pré-candidatura. Além disso, chamou Barbosa de “nome clandestino”. Segundo ele, a troca teria relação com o temor de Caldas de que o caso do Banco Master atingisse a família do cacique em Alagoas.
Em 22 de maio, a direção nacional do DC decidiu, por unanimidade, expulsar Rebelo da legenda. Caldas classificou a conduta e declarações do ex-ministro como algo que “passou de todos os limites”. Rebelo contestou a expulsão, alegou não ter sido notificado oficialmente e seguiu se apresentando como pré-candidato.
O imbróglio, então, chegou à Justiça. Após a comunicação da direção do DC à Justiça Eleitoral, o juiz Tiago Machado, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, oficializou o cancelamento da filiação de Rebelo, com data retroativa a 22 de maio. O ex-ministro recorreu, argumentando haver “irregularidades” no processo.
Em 9 de junho, porém, a Justiça do Distrito Federal reverteu o quadro: a juíza Gabriela Jardon Guimarães de Faria, da 6ª Vara Cível de Brasília, determinou a suspensão imediata da expulsão e deu ao DC prazo de 72 horas para reintegrar Rebelo ao partido, sob multa de R$ 50 mil. A magistrada entendeu que a legenda não comprovou ter aberto o devido processo disciplinar antes de expulsá-lo.
