Documento também aponta uso do Claude para propaganda apresentada como se fosse jornalismo independente. Segundo a empresa, veículos estatais russos teriam gerado textos com alegações fabricadas, incluindo afirmações sobre uma eleição na Moldávia.
Anthropic diz ter identificado ainda tentativas de usar o chatbot para desenvolver software voltado a armas convencionais. A empresa relata pedidos relacionados a armas de fogo, mísseis, drones armados e bombas, em três casos na China, dois na Rússia e um no Iêmen, que o relatório associa ao contexto da milícia houthi apoiada pelo Irã.
O Brasil foi mencionado no relatório da Anthropic como alvo de uma operação de “influência como serviço”. Uma conta foi bloqueada após usar o Claude para produzir e reescrever conteúdo político em massa para sites de notícias falsos e para reescrever artigos de jornalistas legítimos, adaptando-os para diferentes públicos nacionais e ângulos políticos.
Segundo o relatório, a rede operava 70 sites de notícias falsos e 70 contas no X (além de 250 contas inautênticas de comentários na mesma rede). A operação empregava táticas como reescrever a mesma história em direções ideológicas opostas, adicionar ângulos políticos a notícias neutras e “lavar” histórias entre regiões. Os artigos eram assinados por nomes de jornalistas falsos para dar a impressão de redações locais independentes.
Preocupação com ameaças biológicas
Apesar da variedade de abusos, a empresa tratou os episódios ligados a biologia como os mais preocupantes. Andrew Weber, pesquisador do Council on Strategic Risks que analisou o relatório antes da publicação, disse que os achados são “exemplos assustadores de desenvolvedores de armas biológicas patrocinados por Estados explorando capacidades que avançam rapidamente”.
