Agentes de IA não estarão apenas no WhatsApp, mas habitarão outros domínios da internet. À medida que as pessoas criarem seus próprios seres digitais autônomos e designarem a eles missões por toda a internet, as plataformas terão de mudar, reflete Guilherme Horn. Antes de assumir o cargo na Meta, ele já era encarado como um dos maiores especialistas em inovação do Brasil, com passagens por Ágora, Órama, Accenture e o conselho de administração do Banco do Brasil.
As empresas que se acostumaram a pensar no UX [experiência do usuário] agora vão ter que pensar no AIX, a experiência do agente. E isso tem algumas implicações. Por exemplo, a cartilha que sempre usaram com a gente não vai funcionar com os agentes. Você vai reservar um hotel no Booking, e sempre tem dois quartos disponíveis, com 13 mil pessoas olhando aquele quarto. Eu caio, mas o agente não vai cair nessa. Então, as empresas vão ter que entender qual é o processo que vai fazer o agente se interessar a agir
Guilherme Horn
Outra mudança, mas essa mais profunda, será a reconfiguração da estrutura interna das empresas. Para Horn, a revolução digital aumentou mercados, produtos e negócios. A IA aprofundará tudo isso, mas vai alterar a forma como as companhias se organizam. “Eu tinha um time de engenharia, um time de produto, um time de produto, tudo isso conectado. Hoje em dia com a IA, eu consigo desenvolver um piloto de produto, uma funcionalidade nova que eu não consigo distinguir quem está fazendo o desenvolvimento, quem está fazendo a infraestrutura. Está tudo junto”, exemplifica.
O modelo organizacional é do Império Romano: a informação precisa subir para a decisão descer. Com a IA, isso deixa de acontecer
Guilherme Horn
DEU TILT
Toda semana, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes conversam sobre as tecnologias que movimentam os humanos por trás das máquinas. O programa é publicado às terças-feiras no YouTube do UOL e nas plataformas de áudio. Assista ao episódio da semana completo.
