Nessa assembleia, a categoria, baseada na ausência de resposta do governador, resolve manter o movimento grevista até que o governador venha e nos dê um documento oficial com o pleito da categoria. Está nas mãos do governador. O que queremos é voltar ao trabalho e oferecer o transporte de qualidade que sempre oferecemos para a população. Mas o que pedimos é que o governador se manifeste oficialmente com essa garantia de emprego.
Luiz Barbosa Neto Júnior, presidente do STEFZCB
A CPTM era responsável por sete linhas de trem antes do início do processo de privatização na gestão do ex-governador João Doria (então PSDB). Agora, porém, só cuida da Linha 10-Turquesa e temporariamente das três linhas paralisadas desde ontem.
No mês passado, a Artesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo) suspendeu temporariamente a operação da Trivia Trens. Com a decisão, a operação voltou temporariamente para a CPTM.
A decisão da agência interrompeu os efeitos da ordem de serviço que autorizava a operação exclusiva da concessionária. A Trivia retornou à fase pré-operacional do contrato, na qual a CPTM segue responsável pela operação e manutenção dos serviços, enquanto a empresa apenas acompanha a operação. A medida foi oficializada no Diário Oficial do Estado.
Uma das ocorrências que motivaram a decisão da Artesp foi um incêndio registrado três dias após a concessionária assumir as linhas. O fogo atingiu uma composição na altura da rua Bresser, no centro de São Paulo, no dia 23 de julho, e provocou o desligamento de subestações de energia.
Segundo dia de greve
Nova assembleia para decidir se a greve continuará ou não está prevista para ocorrer na quarta-feira (5), às 17h (horário de Brasília). Os ferroviários afirmaram, porém, que podem adiantar o horário da assembleia amanhã, caso o governo estadual responda às demandas da categoria. A categoria informou que uma audiência está prevista para ocorrer na quarta, às 12h, no TRT (Tribunal Regional do Trabalho).
