
Ler Resumo
A alta de casos de sarampo em São Paulo, que havia registrado 16 contágios da doença até o começo desta semana, levou o governo local a intensificar a vacinação para a população de 6 meses a 59 anos. A nova rodada de imunização vale até para quem já recebeu a vacina no passado.
Graças ao próprio sucesso da imunização, aliás, muitos brasileiros cresceram sem conhecer o sarampo de perto, antes do retorno da doença em anos recentes. Por isso, podem surgir dúvidas sobre se você de fato está sofrendo com o problema, e quando ele deve despertar preocupação.
Saiba como identificar os sinais de alerta para o sarampo.
Quais são os principais sintomas do sarampo?
O sarampo é uma doença viral que, nos estágios iniciais, pode gerar sintomas inespecíficos. Ou seja, em um primeiro momento, os sinais da infecção podem ser confundidos com outros problemas virais. Eles incluem:
- Mal-estar generalizado;
- Coriza;
- Tosse seca;
- Conjuntivite;
- Febre.
Sinais mais característicos do sarampo incluem as chamadas manchas de Koplik (manchas esbranquiçadas na mucosa da bochecha, que lembram pequenos grãos de sal) e o exantema, as famosas manchas vermelhas que surgem no rosto e atrás das orelhas, e depois começam a se espalhar pelo corpo.
A questão é que nem todos os sintomas surgem ao mesmo tempo: a incubação após a exposição inicial ao vírus leva de uma a duas semanas dias. Depois, as manchas de Koplik podem levar outros dois a três dias, enquanto o exantema pode levar até cinco dias após os primeiros sintomas para aparecer.
Por isso, mais do que os sintomas em si, considerar quanto tempo eles duram e a evolução do quadro também é importante para diferenciar o sarampo de outras doenças virais.
Quando procurar um pronto-socorro?
Qualquer suspeita de sarampo merece a procura por orientação em um serviço de saúde, mas alguns sinais indicam o agravamento do quadro e reforçam a urgência de recorrer ao pronto-socorro. A febre alta, acima dos 38,5 °C, demanda atenção médica, independentemente de estar sendo provocada pelo sarampo ou por outra questão de saúde.
A preocupação é ainda maior em caso de persistência da febre após o aparecimento das manchas na pele. Caso isso ocorra em crianças menores de 5 anos, a atenção deve ser redobrada: é sinal de que o sarampo pode estar produzindo complicações que ameaçam a vida.
Além dos sinais característicos da doença, fique atento também a sintomas como dificuldade respiratória, dor de cabeça intensa e confusão mental, convulsões e perda de consciência. Ao recorrer a um serviço de saúde, lembre-se que o sarampo é uma doença transmissível por vias aéreas (através de espirro, tosse ou da própria respiração) e use máscara para proteger quem está ao redor.
Até receber orientação médica, evite a automedicação tanto quanto for possível: ao mascarar os sintomas, ela pode enganar sobre a gravidade do quadro. Como o sarampo é uma doença viral, antibióticos não são efetivos para controlar o quadro, só devendo ser indicados na possibilidade de uma infecção secundária causada por bactérias.
