O casal diz que o episódio deixou sequelas psicológicas e que a falta de retorno da empresa agravou a situação. “Vamos lidar com as consequências disso por muito tempo, porque nos causou muitos danos psicológicos. Mas ninguém da companhia aérea entrou em contato com nenhum de nós, o que é nojento”, declarou Svetlana.
Os dois são representados por um advogado na Grécia, que diz buscar uma indenização e a responsabilização pelo que ocorreu. “Meu cliente voltou da beira da morte, e queremos garantir que quem quer que seja o responsável por isso seja responsabilizado. Não se trata apenas de compensação, mas de estabelecer a verdade sobre o que aconteceu e as condições desta aeronave”, afirmou Vasilis Tsiaras.
A Ryanair contesta as críticas e diz que prestou ajuda após a aeronave descer. “Assim que a aeronave desceu para uma altitude segura, nossa tripulação de cabine atendeu e ajudou o Sr. Karovic, movendo-o para assentos alternativos [ao lado de sua esposa] e providenciou para que um médico a bordo se sentasse com eles até que a aeronave pousasse em segurança de volta em Tessalônica. Eles também providenciaram assistência médica de prontidão no pouso em Tessalônica”, afirmou a empresa em comunicado ao veículo britânico.
Um executivo da companhia afirmou que tem mantido contato com a família e elogiou a atuação da tripulação. “Nossa equipe de atendimento ao cliente tem estado ativamente em contato com a família desde o incidente. Nossa tripulação fez um trabalho fenomenal e levou a aeronave de volta a Tessalônica. Todos, sem exceção, saíram caminhando da aeronave. Foi um ótimo trabalho feito pela tripulação de cabine e pelos pilotos”, disse o diretor financeiro do grupo, Neil Sorahan.
O caso é investigado pelo NTSB (Conselho Nacional de Segurança nos Transportes, na sigla em inglês), dos EUA. A apuração busca esclarecer o que levou a janela a se romper e menciona a hipótese de falha no motor direito, com detritos atingindo a cabine, ainda não confirmada.
Relembre o caso
A vítima estava dormindo no assento 11 F junto à janela quando foi acordada pelo estrondo. Segundo ele, o barulho ainda o persegue. “É o som que precede o caos. É o ruído que ouço sempre que fecho os olhos para dormir.”
