Coreia do Norte e Rússia confirmaram em abril de 2025 que soldados norte-coreanos combateram forças ucranianas na região russa de Kursk. Moscou afirmou ter retomado áreas da região, e Pyongyang declarou que Kim Jong Un ordenou o envio das tropas.
A cooperação militar entre Moscou e Pyongyang
Vladimir Putin e Kim Jong Un assinaram uma parceria estratégica abrangente durante a visita do presidente russo a Pyongyang, em junho de 2024. O acordo prevê assistência mútua caso um dos países sofra agressão externa.
Kim justificou a participação na guerra em maio de 2025 como apoio a um país aliado. Ele disse que a medida representava o exercício dos direitos soberanos norte-coreanos em defesa de uma ?nação irmã?.
Estimativas da Ucrânia, dos Estados Unidos (EUA) e da Coreia do Sul indicaram inicialmente o envio de 10 mil a 12 mil militares norte-coreanos no fim de 2024. Avaliações posteriores apontaram entre 14 mil e 15 mil soldados em Kursk; a GUR informou neste mês que cerca de 9.500 permaneciam na região, sem participação direta em operações contra a Ucrânia.
Armas, munições e sanções
Segundo avaliações ucranianas e independentes, a Coreia do Norte também fornece à Rússia milhões de projéteis de artilharia e morteiro, mísseis balísticos, artilharia de longo alcance e lançadores múltiplos de foguetes. A GUR afirma que Pyongyang entregou 4 milhões de projéteis de artilharia desde meados de 2023, sem contar munições de morteiro.
