Aos 36 anos, Ana Zampolo, especialista em educação corporativa, também se rendeu ao job hopping. Nos últimos seis anos, passou por cinco empresas e ainda abriu e fechou o próprio negócio. Também migrou da logística, sua área de formação, para a área organizacional. Para ela, as mudanças fizeram parte de um processo de autodescoberta profissional.
Para a profissional, nem toda mudança de emprego significou um aumento de salário. Em alguns momentos, ela aceitou ganhar menos para se aproximar da área em que desejava construir a carreira. “Eu aceitei fechar minha empresa e vir para cá porque era interessante no recálculo de rota. Eu vi um caminho.”
Hoje, ela afirma que, em vez de estabilidade, valoriza mais o propósito e os valores pessoais. “Eu não busco estabilidade. Eu busco realização, propósito, que a empresa seja conforme com aquilo que eu tenho como objetivos de vida. Se aquele lugar ou aquelas funções não estão me levando aonde eu quero como pessoa, como carreira, eu não continuo ali. O que me interessa é fazer carreira dentro da minha vida”, diz Zampolo.
Isso não significa descartar uma trajetória de longo prazo. Ela diz que aceitaria permanecer por muitos anos na mesma empresa se houvesse um plano de carreira claro, com metas, prazos e oportunidades concretas de crescimento.
O que pensam os recrutadores
Nem Martinez nem Zampolo dizem ter sido questionadas por recrutadores sobre as frequentes mudanças de emprego. Pelo contrário. “Na verdade, eu recebi como feedback positivo que eu nunca estou parada”, diz a arquiteta.
