O Roda Viva recebe, nesta segunda-feira (27), o psiquiatra e professor Hermano Tavares, coordenador do Ambulatório do Jogo Patológico do Hospital das Clínicas da USP.
O coordenador do serviço especializado em ludopatia (vício em jogos) ressalta que o perfil do apostador muda conforme a época, a cultura, a tecnologia e a acessibilidade aos jogos.
Segundo Tavares, nos anos 1990, época marcada pelos bingos e caça-níqueis, o paciente típico em busca de tratamento era um homem ou mulher arrimo de família, com idade média entre 45 e 47 anos. Naquela época, o bingo era comercializado sob a roupagem de “diversão familiar”.
Com a popularização das apostas esportivas e plataformas virtuais, as bets, o cenário mudou completamente. O médico aponta uma “juvenilização” da população atingida: a média de idade caiu para a faixa dos 30 anos ou menos, com predominância masculina e forte concentração no ambiente digital.
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“Nos anos 90, era um ou outro paciente muito sofisticado que fazia apostas online. Hoje, eles são 65% da demanda que a gente recebe”, destacou o psiquiatra, ressaltando o impacto do acesso facilitado pelos smartphones no perfil do apostador brasileiro.
Com apresentação de Ernesto Paglia, o Roda Viva vai ao ar na TV Cultura, com transmissão simultânea no YouTube e site oficial da emissora.
Assista ao programa completo:
