Mesmo desgastado por uma série de crises políticas, o candidato da direita mantém força na disputa, em uma campanha polarizada que lembra a eleição de 2022, quando Lula derrotou Jair Bolsonaro por margem muito estreita.
O presidente pode argumentar um crescimento econômico sólido e níveis recordes de emprego, embora o custo de vida preocupe os brasileiros e o déficit fiscal esteja aumentando.
Lula também enfrenta dificuldades no debate sobre segurança pública, uma das principais preocupações do eleitorado em um país onde o crime organizado controla comunidades habitadas por milhões de pessoas.
A corrupção, outro tema prioritário para a opinião pública, envolve duas investigações judiciais que representam constrangimentos para cada um dos candidatos.
A primeira investiga a suspeita de que Flávio Bolsonaro pediu recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por participação em um esquema bilionário de fraude envolvendo o Banco Master, para financiar um filme sobre seu pai.
A segunda, aberta nesta semana, envolve um dos filhos de Lula, Luiz Cláudio Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, suspeito de corrupção e tráfico de influência em supostas articulações junto ao Ministério da Saúde.