Departamento de Segurança Interna dos EUA afirma que o serviço militar de um familiar não garante status migratório legal. Em nota, o órgão declarou que a atuação nas Forças Armadas não isenta imigrantes das consequências de violações às leis migratórias.
Militares relataram afastamentos e adiamentos de missões para cuidar dos filhos após a detenção de parentes. O sargento do Exército Alexis Jaramillo entrou em licença administrativa depois que sua mulher brasileira, Maisa Lopes Eliaser, foi detida em julho.
Proteção a parentes de militares mudou
Governos americanos de diferentes partidos costumavam evitar a deportação de pais e cônjuges de militares. Especialistas consultados no levantamento dizem que a prática buscava impedir que soldados perdessem apoio familiar durante o serviço.
Uma diretriz adotada em abril de 2025 reforçou que o serviço militar não protege automaticamente familiares contra medidas migratórias. O ex-advogado do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE, na sigla em inglês) Dan Gividen afirmou que, no primeiro governo Trump, parentes próximos raramente eram detidos, salvo em casos de crimes violentos.
O programa conhecido como parole in place permite que cônjuges, filhos e pais de militares peçam regularização sem deixar os EUA. Dados do Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS, na sigla em inglês) mostram que o prazo médio para obter esse benefício mais que dobrou, chegando a 12 meses no governo Trump.
