Facebook e Instagram concentraram praticamente toda a veiculação, segundo o relatório. O estudo diz que o Facebook exibiu 100% dos anúncios fraudulentos e o Instagram, 99,8%.
Outros serviços também foram usados para espalhar as peças, com destaque para o Messenger e a Audience Network. O Messenger distribuiu 73% dos anúncios falsos, a rede de parceiros Audience Network respondeu por 67,1%, o Threads por 55,7% e o WhatsApp por 4,8%.
Quase metade dos anúncios promovia um suposto programa chamado “Libera Brasil”. Em média, as peças ficaram no ar por três dias, mas o NetLab registrou um caso mais longo: “O caso mais grave foi o de um anúncio que permaneceu no ar por 22 dias promovendo o falso programa Libera Brasil”.
Uso de inteligência artificial apareceu em parte relevante do material analisado. O NetLab aponta que 38,1% dos anúncios fraudulentos usaram IA, incluindo vídeos com indícios de manipulação (deepfakes), e que 72% recorreram ao uso indevido do nome e da imagem do governo e de marcas privadas conhecidas.
Procurada, a Meta disse que combina tecnologia e checagem humana para combater violações. “Usamos uma combinação de tecnologia e revisão humana para identificar e remover conteúdos violadores, o que temos feito em relação ao Desenrola Brasil”, afirmou a empresa.
A companhia também declarou que atende pedidos das autoridades brasileiras. “A Meta reforça ainda que coopera e responde a requisições das autoridades brasileiras nos termos da legislação aplicável.”, disse.
