As forças de segurança federais não são preparadas para entrar, observa Garotinho. “Assim que vencer a eleição, vou ter um evento e dizer o seguinte: ‘com o efetivo que eu tenho e com a parte que eu vou ter que tirar, não vou ter número suficiente para tomar as medidas rápidas que nós precisamos tomar, vocês têm um contingente enorme, vamos sentar e trabalhar juntos”, afirmou. A sabatina foi conduzida pelas jornalistas Daniela Lima e Fabíola Cidral, do UOL, e o repórter da Folha, Ítalo Nogueira.
Questionado sobre seu voto para presidente, Garotinho evitou cravar um nome. O ex-governador fez elogios, no entanto, a Renan Santos (Missão). “Não estou dizendo que vou apoiá-lo, mas uma coisa ele tem feito: tocado na ferida que outros candidatos tentam esconder”, afirmou. Para ele, nem Lula nem Flávio Bolsonaro (PL) devem resolver o “problema de dívida do país”.
Acusação sem provas contra adversários
Garotinho confirmou o nome da major da PM para vice em sua chapa. Horas antes da sabatina ao UOL e da Folha, o nome de Elaine Gonçalves (Democratas) foi anunciado pelo colunista do jornal O Globo Lauro Jardim. O ex-governador fez elogios a Elaine, mas apontou preferência pelo coronel Venâncio Moura (DC).
Ele culpou Eduardo Paes por não conseguir oficializar o nome do coronel. Sem apresentar provas, disse que o ex-prefeito do Rio “foi para cima” do Democracia Cristã” e teria comprado o apoio da legenda. “Não tive outra opção. Vou ficar com o vice que escolhi, o coronel Venâncio Moura, mas legalmente, perante a Justiça Eleitoral, eu tenho que ter alguém registrado e eu escolhi a major Elaine”, afirmou.
O ex-governador acusou também Paes de ser o candidato da milícia e Ruas do Comando Vermelho. Ele citou a relação do ex-prefeito com a deputada Lucinha (PSD), suspeita de ter envolvimento com a milícia. Ele apontou que antes de Rodrigo Bacelar ser preso, o candidato do PL dizia que o então presidente da Alerj era o “nome ideal para ser lançado ao governo”.
