O episódio mais grave ocorreu em 23 de julho, quando uma falha no fornecimento de energia provocou um princípio de incêndio próximo ao pátio de manutenção da região da Bresser-Mooca. O incidente obrigou passageiros a caminharem pelos trilhos e interrompeu a circulação das linhas, com reflexos em todo o sistema ferroviário e metroviário da capital.
Mais cedo, no mesmo dia, outra falha elétrica já havia afetado a circulação. A operação foi totalmente restabelecida por volta das 14h. A linha 12-Safira, onde o problema começou, operou durante a manhã apenas entre Tatuapé e Calmon Viana e foi a última a normalizar o serviço.
Após a decisão, em nota, a CPTM confirmou a notificação e possuir “todas as condições técnicas e operacionais” para reassumir temporariamente a operação das linhas. Já a Trivia Trens disse lamentar a ocorrência e pontuou “compromisso em investigar profundamente as causas técnicas que levaram ao ocorrido e impactaram tantas pessoas nos seus deslocamentos”.
Entre as reivindicações dos trabalhadores que decidiram pela greve desta terça estão a reversão das concessões e privatizações das linhas ferroviárias, incluindo as linhas 11, 12 e 13. Os trabalhadores falam em garantia dos empregos e direitos durante o processo de transição para a iniciativa privada.
Ministério Público abriu inquérito
Em 28 de julho, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) instaurou um inquérito civil para apurar a qualidade da prestação do serviço nas três linhas. Segundo a portaria, mais de sete falhas operacionais graves foram registradas nos três primeiros dias de operação da Trivia Trens.
