Trump respondeu à decisão impondo uma tarifa temporária de 10% por 150 dias, que expira às 00h01 (horário da costa leste dos EUA) de sexta-feira (1h01 no horário de Brasília), invocando a Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, legislação destinada a conter crises na balança de pagamentos. As novas tarifas entrarão em vigor exatamente nesse mesmo momento, com isenção para mercadorias em trânsito até às 00h01 do dia 28 de julho.
Uma autoridade sênior do governo Trump contestou as sugestões de que as tarifas relacionadas ao trabalho forçado — invocadas com base na Seção 301 da lei de 1974 — fossem simplesmente uma substituição direta das tarifas que estão expirando, apesar do momento, das alíquotas semelhantes e da ampla cobertura de quase todas as importações dos EUA.
A autoridade afirmou que os EUA têm proibições de importação mais rigorosas para mercadorias produzidas com trabalho forçado e as aplicam de forma mais rígida do que qualquer outro país, o que dá aos concorrentes uma vantagem comercial injusta em relação aos EUA.
Tanto democratas quanto republicanos no Congresso vêm pedindo a erradicação do trabalho forçado das cadeias de suprimentos globais, “portanto, estamos realmente respondendo a esse apelo”.
A autoridade acrescentou que Trump “sempre usaria as ferramentas à sua disposição para alcançar seus objetivos de política comercial, e isso inclui tarifas”.
O representante do governo afirmou que muitos produtos serão isentos das tarifas, incluindo petróleo e gás, fertilizantes, certos alimentos e produtos que já estão sujeitos às tarifas de segurança nacional da Seção 232, como automóveis, aço, alumínio e cobre.
