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As canetas emagrecedoras mudaram a forma de lidar com o excesso de peso e o diabetes. De remédio pensado para controlar a glicose, os análogos de GLP-1 se tornaram um fenômeno científico, econômico e comportamental, com efeitos que vão muito além da balança: melhoram o controle glicêmico, reduzem dores articulares, protegem o coração.
E o futuro promete ainda mais. Na última edição de VEJA SAÚDE, mostramos a nova geração de medicamentos em desenvolvimento — como a retatrutida, capaz de eliminar mais de 30% do peso corporal, e outras moléculas que prometem menos aplicações, mais praticidade e benefícios que vão do fígado à massa muscular.
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Mas o sucesso dessas medicações também abriu as portas para um mercado paralelo, e perigoso. Na mesma medida em que as canetas oficiais ganharam fama, disparou no país o consumo de canetas emagrecedoras sem registro na Anvisa, boa parte contrabandeada do Paraguai.
São produtos fabricados com princípios ativos de procedência desconhecida, sem garantia de pureza ou dosagem correta — e que já foram associados a casos de pancreatite, intoxicação e problemas cardíacos graves. Em nossa segunda reportagem de capa, revelamos como funciona essa engrenagem, por que ela avança tão rápido e o que está em jogo para quem decide arriscar a saúde em nome do preço mais baixo.
Ou seja, estamos diante de duas faces da mesma revolução. De um lado, a ciência que avança e amplia as possibilidades de tratamento; de outro, os riscos de um mercado que se aproveita da urgência e da desinformação para vender soluções sem controle.
E você, leitor: já usou alguma caneta emagrecedora? De qual tipo, original ou não? Queremos ouvir sua experiência para entender melhor como esse fenômeno tem afetado a vida dos brasileiros.
Participe da enquete abaixo e veja o que pensam os outros leitores. O resultado será divulgado na edição de agosto de VEJA SAÚDE e no site:
