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Empresário pede Justiça gratuita em ação milionária contra bets e juiz aponta contradição

A Justiça de Santa Catarina negou um pedido de justiça gratuita a um empresário que busca o ressarcimento de R$ 1 milhão de dois sites de apostas esportivas (bets). A decisão foi publicada nesta segunda-feira (31). O autor da ação alegou que seu salário é de R$ 3 mil por mês, mas o juiz Cláudio […]

A Justiça de Santa Catarina negou um pedido de justiça gratuita a um empresário que busca o ressarcimento de R$ 1 milhão de dois sites de apostas esportivas (bets). A decisão foi publicada nesta segunda-feira (31).

O autor da ação alegou que seu salário é de R$ 3 mil por mês, mas o juiz Cláudio Barbosa Fontes Filho não se convenceu. Para o magistrado da 1ª Vara Cível de Balneário Camboriú, mesmo que fique comprovado o vício em apostas (ludopatia), o contraste entre a renda e o valor apostado evidencia que há outra fonte de renda não contemplada pelos comprovantes.

Os extratos bancários anexados ao processo chamaram a atenção do juiz, que observou movimentações de R$ 77 mil em dois meses, além de transferências por Pix de uma empresa de refrigeração de propriedade do autor. Essas transferências fizeram surgir o indício de que há outras contas não mencionadas, registradas no CNPJ.

A defesa apontou para o tema nº 1.178 do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele fixa que o juiz não pode usar exclusivamente critérios objetivos para negar imediatamente a Justiça gratuita, devendo determinar a comprovação da renda do requerente, daí os extratos nos autos.