Procurada, a CVM disse que o grupo foi instituído para “realizar um diagnóstico institucional e apresentar propostas de aprimoramento de procedimentos internos relacionados às atividades de supervisão e gestão de riscos”.
“O mencionado arquivamento da denúncia sob o fundamento de ter sido anônima e inverossímil, sem instauração de apuração, é atualmente objeto de avaliação na Corregedoria da CVM, estando em processo de análise nesse momento.”
O relatório do grupo de trabalho destacou o tratamento dado à denúncia anônima como um exemplo de procedimento que deveria ser repensado.
Na época, a área técnica da CVM entendeu que o relato não trazia a denominação específica dos fundos de investimento mencionados, e considerou inviável prosseguir com investigações além das que já estavam em curso.
“Embora classificada como inverossímil pela área técnica, os fatos nela narrados vieram a se tornar públicos nos anos seguintes”, diz o documento.
O grupo de trabalho enumera os pontos do texto que se confirmaram: ativos ilíquidos, manipulação de cotações de fundos, recompra de créditos deteriorados por fundos de terceiros com recursos do próprio banco, relações societárias não transparentes e captação para honrar resgates anteriores.
