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Como o streaming pode unir o que as redes separaram

Algo óbvio: as redes sociais se tornaram mais trincheiras do que praças públicas, com os algoritmos nos conduzindo por entre ecos infinitos de nossas crenças e gostos. Conversar com quem pensa diferente tornou-se um desafio, muitas vezes, um risco. Obter consensos, então… É mais fácil uma miragem se tornar realidade. Mas e se a ponte […]

Algo óbvio: as redes sociais se tornaram mais trincheiras do que praças públicas, com os algoritmos nos conduzindo por entre ecos infinitos de nossas crenças e gostos. Conversar com quem pensa diferente tornou-se um desafio, muitas vezes, um risco. Obter consensos, então… É mais fácil uma miragem se tornar realidade.

Mas e se a ponte entre trincheiras estiver mais próxima do que parece, no aconchego de uma sala, diante da mesma tela que já une milhões há décadas? É o que sugere o relatório “Still Watching 2025”, da Netflix, que ao esmiuçar os hábitos de consumo das gerações Z e Millennial (a turma que tem entre 18 e 42 anos), apontou que o streaming poderia servir como essa ponte, não sendo apenas um terreno comum em que as bolhas passeiam, mas não se encontram.

O relatório aponta que 80% desses espectadores conversam sobre o que assistem na Netflix pelo menos uma vez por semana. Ou seja, ainda que no dia a dia essas pessoas discordem sobre política, economia, moral, sobre tudo, diante da saga de um personagem ou do drama de uma história que acompanham, haveria um ponto de contato, um território neutro permitindo reconhecerem entre si as mesmas emoções, pontos de vista mais próximos do que distantes, visões de mundo com mais semelhanças do que diferenças.

Ainda que no dia a dia as pessoas discordem sobre tudo, diante da saga de um personagem ou do drama de uma história que acompanham, haveria um ponto de contato