O brasileiro Miguel Gandelman venceu o Emmy de Melhor Direção Musical pelo espetáculo de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl. E não foi uma vitória isolada: a apresentação de apenas 13 minutos conquistou as sete categorias às quais estava indicada, incluindo direção, coreografia, iluminação, som e trabalho de câmeras.
Carioca, filho do saxofonista Leo Gandelman e formado pela Berklee College of Music, Miguel foi responsável por transformar a apresentação em um acontecimento musical e televisivo. Para preparar o espetáculo, precisou acompanhar Bad Bunny durante sua turnê pela América Latina e gravar a banda entre Colômbia e Chile. Na disputa, superou produções do Oscar, do Saturday Night Live e do programa de Stephen Colbert.
Foi também o primeiro Emmy de Bad Bunny, que confirmou algo já evidente: seu show no Super Bowl não foi apenas uma reunião de sucessos, mas uma produção concebida nos mínimos detalhes para funcionar simultaneamente como música, televisão e afirmação da cultura latina.
Entre os outros vencedores do Creative Arts Emmy, Widow’s Bay liderou com oito prêmios, seguido pelo próprio espetáculo de Bad Bunny, com sete, e pelo reality The Traitors, com seis. O cancelado The Late Show with Stephen Colbert conquistou cinco troféus. The Pitt levou quatro, enquanto Betty Gilpin, Shailene Woodley e David Harbour venceram categorias de atuação.
Rob Reiner recebeu postumamente o prêmio de ator convidado em comédia por The Bear. Mariska Hargitay conquistou dois Emmys pelo documentário My Mom Jayne, dedicado à mãe, Jayne Mansfield.
A cerimônia principal acontece em 14 de setembro. Antes dela, porém, o Emmy já entregou uma de suas melhores histórias: o maior vencedor musical da noite teve direção de um brasileiro.
